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Tecnologia e inovação e a busca pela cultura da valorização

  • 04/12/2017
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A Yeling, uma empresa familiar que atua na fabricação têxtil de luvas de segurança, é referência no país. Além do conhecimento técnico que detém neste setor da indústria, nos últimos anos, a Yeling vem apostando em tecnologia buscando aprimorar a qualidade e performance de seus produtos. Neste sentido, a pesquisa e inovação também são fatores de destaque nos trabalhos da empresa. Ainda que com um cenário marcado por certa instabilidade econômica, a Yeling se posicionou no último ano com investimentos em sua fábrica, tanto em novas tecnologias como em novos produtos, também em novas matérias-primas, novos maquinários, justificando seu posicionamento dentro do mercado brasileiro como a maior produtora de luvas têxteis. “Nós queremos continuar com isso, queremos melhorar a fábrica para que ela tenha mais tecnologia, e que possa competir de igual para igual com mercado externo, como chineses, europeus, com mercado norte-americano com produção de tecnologia e fabricação de luvas”, explica o diretor da empresa João Paulo Yeh.

Mesmo que o mercado aponte para situações pouco otimistas, é com a instabilidade econômica que surgem oportunidades de enxergar novas possibilidades e investir em outras formas. Assim, pensar e investir em tecnologia para melhorar a fábrica a torna competitiva ao mercado externo, pois o conhecimento, a propriedade intelectual precisa ser valorizada. Quando se terceiriza a produção, se terceiriza conhecimento e esta essência acaba se perdendo.

Sob esta perspectiva de instabilidade frente as possibilidades, a Yeling, atuando de maneira criativa e perseverante, acaba por abrir oportunidades de atendimento a demandas específicas. Investindo em tecnologia e inovação é possível chegar a soluções customizadas buscando sempre o melhor custo-benefício para aquela necessidade.

Nos últimos anos, com a abertura do mercado de importação, na área têxtil, muitas indústrias têxteis fecharam pela questão da crise em si ou porque perceberam que o custo de importar era mais atrativo. É necessário destacar que a fábrica tem vários fatores que o importador hoje não tem que são tecnologia de matéria-prima e tecnologia de fabricação. Além disso, o próprio contexto da indústria como um todo de oferecer os melhores cargos e salários, oportunidade de carreira – não apenas na parte fabril – oferecer grandes oportunidades de conhecimento, de tecnologia, know-how e na parte científica de pesquisa é pouco valorizado. Porém, num cenário de crise, o conhecimento técnico passa a ter valor. É neste sentido, pensando na valorização do que se produz em casa é que a Yeling busca por uma cultura que valorize o que é produzido em seu país como destaca João Paulo Yeh. “Eu acredito muito na produção fabril. Não que o importado não seja importante, continua sendo importante e tem coisas que não se fabricam no Brasil por questões de custo, por questões ambientais, ou até por questões mercadológicas. A Yeling aposta numa cultura de valorização do que é produzido em seu país, assim como os Estados Unidos tem o orgulho de ter aquele produto”.

O ano de 2018 promete bastante trabalho para a área de desenvolvimento de produtos. Com investimento em pesquisa, tecnologia e inovação, aliada ao respeito a toda a sua cadeia de produção, o brasileiro mostra que quando quer, também fabrica produtos excelentes que podem fazer frente ao mercado externo.