Por Dentro da Yeling

Versatilidade de produção: um diferencial da fábrica Yeling

  • 11/01/2018
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No mundo corporativo, há palavras que fazem parte do cotidiano. Meta, foco, excelência, inovação são termos comuns para as empresas que querem se manter na à frente da concorrência. Entretanto, há um termo não devidamente explorado, e que contempla um grandessíssimo diferencial: versatilidade..

Versátil, do latim versatilis, significa “algo que tem várias qualidades ou utilidades, ou que pode fazer ou aprender várias coisas”. A condição de polivalência está fortemente associada ao coeficiente de sucesso no zeitgeist da segunda década do século 21, pois há todo momento precisamos improvisar, adaptar e superar obstáculos.

Tendo ciência desse conceito, há a problemática enfrentada por empresários do mundo todo: como aplica-lo ao modelo de gestão de suas organizações? João Paulo Yeh, 37, diretor geral da Luvas Yeling, explica sobre a maneira que encontrou para tal feito. “A versatilidade do que é produzido pela fábrica contrasta com o que é  importado. A importação atende grandes volumes, traz as coisas prontas, com pouca flexibilidade de mudança, além de um lead time muito lento. A fábrica, por outro lado, é bem o oposto disso. Tem entrega muito ágil, além de realizar as modificações que o cliente deseja, de maneira muito eficiente – isso contemplaquestões de tamanho,  características especiais do produto, diferentes cores , ou até mesmo personalizações específicas que atendam às necessidades do cliente.”.

A versatilidade aplicada ao processo produtivo envolve os mais diversos itens e etapas. Podemos falar de flexibilizar a grade de comprimentos de punhos e mangas, ou de testar diferentes matérias-primas nas mais variadas proporções, sem o engessamento de receitas pré-adquiridas externamente. Informações numa etiqueta ou serigrafadas no EPI? Existe essa possibilidade de variação. Além de tudo isso, é possível adaptar um produto à demandas de utilização específicas, levando segurança a todos que a buscam nos equipamentos produzidos pela Yeling, inclusive pessoas portadoras de necessidades especiais (PNE).

“Há pessoas que têm as mãos muito grandes, ou mesmo muito pequenas, ou até mesmo sofrem com a ausência de dedos, e pensando nelas, é possível confeccionar luvas especiais para cada necessidade. Existem ainda indústrias com demandas muitíssimo específicas para seus produtos, ou com riscos muito característicos de sua operação. Nós podemos produzir a luva ou manga que o cliente deseja. Se ele quiser uma resistência a cortes somente nos dedos indicador e anelar, por exemplo, nós conseguimos fazer. Se for uma proteção somente na palma, também conseguimos fazer. Não há limites para as possibilidades de uma fábrica que trabalha pautada em adaptar-se às necessidades de seus clientes.”, ressalta o diretor.

Para atender os diferentes perfis do mercado, não há vantagem alguma em apostar em modelos ultrapassados e inflexíveis. Cada empresa possui necessidades, riscos de trabalho, modos de operação, configurações de segurança, e não há uma fórmula mágica que se aplique a todas.

“Por exemplo, a Yeling atende empresas que participam do mesmo segmento, concorrentes entre si, mas com riscos  totalmente diferentes. Por mais que estas empresas, muitas vezes, utilizem os mesmos equipamentos e a mesma tecnologia fabril, cada processo tem suas características específicas em necessidades de segurança”.

Após entenderem as demandas de cada cliente, a empresa busca soluções em seu portfólio de produtos. Caso não encontre o equipamento que melhor se encaixe na necessidade apresentada, inicia-se um trabalho de desenvolvimento, envolvendo profissionais internos, consultores externos e fornecedores de matéria-prima do mundo todo.

“Nós temos parceiros que desenvolvem fios muito bons, com tecnologia própria e altíssimo controle de qualidade. Nosso mix de matérias-primas contempla novas aquisições a todo momento, pois há muita pesquisa envolvida na indústria têxtil atualmente, e é preciso estar sempre antenado com as inovações, a fim de conseguirmos entregar maior segurança e conforto aos nossos clientes. Nossa agilidade é sem precedentes.”, enfatiza o diretor.

Como citado no início desse artigo, o maior desafio enfrentado por gestores no mundo todo é propor a versatilidade como pilar do modelo de gestão da organização. Não basta o design ser adequado ao cliente, é necessário um planejamento e controle da produção que atendam à cadeia de distribuição.

“Nosso planejamento fabril é flexível o suficiente para que atendamos  desde pedidos de dez pares, até de cinquenta mil pares, e é assim que estamos atuando na fábrica. Com muito compartilhamento de informações,  tornamos a equipe interna extremamente sinérgica, desde os processos de back office até o chão de fábrica. A versatilidade não pode ser explorada apenas como conceito produtivo. Precisa tornar-se peça fundamental da cultura organizacional. De nada adiantaria termos uma produção flexível, mantendo a área comercial sob o jugo de modelos ultrapassados, por exemplo. Isso possibilitou nossa entrada em mercados internacionais, pois cada país possui necessidades e normatizações específicas. Não fosse nosso modelo de trabalho, não estaríamos com os resultados deveras satisfatórios que atualmente possuímos na exportação de nossos produtos. Estamos confortáveis em nossa linha de atuação, pois acreditamos que temos a missão de levar segurança às mãos e braços de trabalhadores de todas as partes, e se flexibilizar os processos é o caminho para cumprirmos esse objetivo, então assim faremos.” finaliza o diretor.