Dicas de Segurança

Conscientização e prevenção são essenciais

  • 26/05/2017
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Desde a década de 70, o ambiente hospitalar é foco de pesquisas no tocante à segurança dos trabalhadores, já que em 1971 foram registrados 4.468 acidentes neste tipo de estabelecimento no Brasil. De lá para cá, o setor tem sido pautado por diversas normas que regem à prevenção aos acidentes que envolvem os profissionais da área da saúde. E isso tem explicação: é no ambiente hospitalar que há a possibilidade de encontrar praticamente todos os riscos existentes (físico, químico, biológico e ergonômico), e por isso, sendo considerado ambiente de trabalho insalubre.
Entre as razões apontadas para explicar o elevado número de ocorrências de acidentes no ambiente hospitalar são falhas nos projetos de sistemas do trabalho, equipamentos, ferramentas, deficiência nos processos de manutenção e o fator humano, como características psicossociais e atitudes negativas para com as atividades prevencionistas.
Os acidentes de trabalho se dividem em três categorias: típicos – aqueles decorrentes da atividade profissional realizada pelo indivíduo; de trajeto – ocorrem durante o percurso entre a residência e o local de trabalho; doenças do trabalho – ocasionadas por qualquer tipo de doença profissional ligada a determinado ramo de atividade.
Por isso, de acordo com especialistas, são práticas essenciais para a segurança dos profissionais da saúde e pacientes e a diminuição do número de acidentes de trabalho no ambiente hospitalar: a conscientização, a prevenção, o reconhecimento dos riscos no ambiente de trabalho e o treinamento contínuo de todos.
Riscos Existentes no Ambiente Hospitalar
O SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho classifica os serviços médico-hospitalares como organizações que apresentam grau de risco número 03, considerados como insalubres, expondo pacientes e profissionais há riscos variados. Por conta disso, é obrigatório que o estabelecimento mantenha o SESMT e constitua a CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), pois ambos são instrumentos que os trabalhadores e as empresas dispõem para tratar a prevenção de acidentes e das condições do ambiente de trabalho.
A portaria nº 3214 de 08/06/78, do Ministério do Trabalho, em sua, classifica os Riscos Ocupacionais Hospitalares em: risco de acidente, ergonômicos, físicos, químicos e biológicos. Os Riscos Acidentais são os que colocam em situação de perigo o trabalhador, podendo afetar sua integridade física ou moral (explosões); Os Riscos Ergonômicos podem interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador, causando desconforto ou afetando sua saúde (os traumatismos de coluna dos profissionais da enfermagem ao realizarem o translado de pacientes de determinado lugar para outro, por exemplo); Os Riscos Físicos tratam das diferentes formas de energia que o trabalhador pode estar exposto como calor, frio, radiações ionizantes; Os Riscos Químicos referem-se às substâncias químicas manipuladas pelos trabalhadores de forma direta ou indireta no ambiente de trabalho, como: poeiras, névoas e neblinas. E os Riscos Biológicos compreendem-se as exposições ocupacionais aos mais diversos agentes biológicos como vírus, bactérias, e fungos dentre outros.
No blog TecnicoSegTrab2013, os autores apontam que a prevenção de acidentes de trabalho deve ser uma preocupação manifestada tanto pelos profissionais quanto pelas instituições hospitalares. De acordo com o texto sobre o tema, os profissionais devem ser conscientes em relação à necessidade de conhecer e empregar adequadamente as normas de biossegurança e exigir segurança no ambiente hospitalar aos seus empregadores para o exercício assistencial com menor risco para a sua saúde ocupacional.
De acordo com especialistas, para a redução do número de acidentes no caso de cortes, infecção entre outros, é preciso uma atuação expressiva e eficiente da CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) nas instituições de saúde. Esse programa de trabalho promove a redução da exposição aos diversos agentes infecciosos. Além da atuação do SESMT nos locais de maior ocorrência, atuando além do uso dos equipamentos de proteção, sugerindo também a vacinação contra hepatites B, C e AIDS aos profissionais da saúde.

 

(Fonte pesquisa/Adaptação: http://tecnicosegtrab2013.blogspot.com.br/2013/05/area-hospitalar-riscos-acidentes.html
http://segurancadotrabalhonwn.com/riscos-no-ambiente-hospitalar-nr-32/)