Bem-Estar

Estrutura da coluna e as diferenças entre desvios fisiológicos e patológicos

  • 26/12/2017
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A coluna vertebral apresenta quatro funções principais: eixo de sustentação do corpo, estrutura de mobilidade entre membros superiores (braços) e membros inferiores (pernas), amortecimento de cargas e proteção da medula espinhal. É formada por 7 vértebras cervicais (pescoço), 12 torácicas (meio das costas) e 5 lombares (parte baixa das costas), finalizando em sacro e cóccix (figura ilustrativa 01).

figura01

A fisioterapeuta Sabrina Pereira explica os detalhes da figura ilustrativa. “É possível observar que os ossos da coluna, em uma visão lateral do corpo, não encontra-se alinhada, ou seja, não temos uma coluna 100% reta. Nossa coluna apresenta desvios fisiológicos (naturais), com o objetivo de garantir o nosso equilíbrio corporal, juntamente com auxílio de fortes músculos.

A fisioterapeuta também esclarece a importância da estrutura da coluna. “Entre as vértebras da coluna temos os discos intervertebrais, os quais têm a função de amortecer o impacto que a coluna possa sofrer durante nossas atividades do dia a dia como andar, correr, pular etc. Também faz parte da estrutura da coluna, a medula espinhal, que serve como uma ponte que liga o cérebro ao restante do corpo, mandando os estímulos para nos movimentarmos. Se a medula for lesionada podemos perder a movimentação de partes correspondentes no nosso corpo, sendo essa perda temporária ou definitiva, dependendo do caso”. (figura ilustrativa 02).

figura02

 

Os desvios naturais da coluna são conhecidos como: lordose cervical, cifose torácica e lordose lombar”. Se nossa coluna apresentar uma diminuição de algum desses desvios naturais chamamos de “retificação” e se esses desvios estiverem aumentados, apresentamos as seguintes alterações posturais: hiperlordose cervical, hipercifose torácica e hiperlordose lombar. Além da escoliose (desvio lateral) – figura ilustrativa 03.

figura03

 

*Hiperlordose cervical: é identificada quando a curvatura do pescoço está aumentada, deixando mais visível a última vértebra do pescoço, observamos um “ossinho pontudo ou até uma gordurinha acumulada na região” fazendo com que a pessoa fique com a cabeça anteriorizada (para frente);

*Hipercifose torácica: popularmente conhecida como “corcunda”. É quando a curvatura da região torácica (meio das costas) está aumentada, levando os ombros da pessoa para frente, formando um “arco” com as costas e como compensação, a pessoa também precisa anteriorizar a cabeça para poder olhar à frente.

*Hiperlordose lombar: ocorre quando está aumentada a curvatura da parte baixa das costas, apresentando também uma rotação anterior do quadril. É facilmente observada nas “meninas do bumbum empinado”.

*Escoliose (desvio lateral): é muito comum, praticamente todos nós temos um pouco já que muitas vezes durante nossas atividades do dia a dia solicitamos mais um lado do corpo do que o outro para realizá-las. Apresenta-se em graduações: grau 1, grau 2, grau 3 e grau 4. O grau 1 é praticamente imperceptível, (menor que 10º de inclinação) não gera danos a saúde. A partir do grau 2 já requer tratamento, sendo os graus 3 e 4 necessitando de tratamento imediato, podendo ser corrigidos cirurgicamente dependendo do caso.

Essas alterações posturais podem ser causadas principalmente por encurtamento e fraqueza muscular, má postura e vícios posturais por tempos prolongados. “Às vezes esses desvios não apresentam sintomas iniciais, porém com o passar do tempo, a pessoa pode relatar alguns sintomas, como dor, redução na amplitude dos movimentos e em alguns casos, levando a restrições nas atividades do dia a dia e no trabalho, já que essas alterações são fatores de risco para algumas patologias (doenças) da coluna, finaliza a fisioterapeuta Sabrina Pereira.

No próximo artigo falaremos sobre as consequências dessas alterações posturais assim como as formas de prevenção e tratamento.