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NR36 SST em empresas de abate e processamento de carnes

  • 28/12/2017
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A norma regulamentadora NR 36 SST trata da segurança e saúde em empresas de abate e processamento de carnes e derivados. Esta norma regulamentadora tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho, sem prejuízo da observância do disposto nas demais Normas Regulamentadoras. É importante destacar que o abate e processamento de carnes e derivados não está relacionado somente a indústria de carne bovina, inclui também abate de suínos, aves, pescados e outras espécies animais, realizado para obtenção de carne e de seus derivados.

Quando o assunto é luvas de proteção neste segmento da indústria, a consultora técnica e comercial da Yeling, Jenifer Yasmin Gerhardt, explica como este EPI e enquadra na NR 36 SST. “Este EPI deve ser selecionado de forma a oferecer a eficácia necessária para o controle da exposição ao risco e o conforto, atendendo o previsto nas NR 06 (Equipamentos de Proteção Individual – EPI) e NR 09 (Programa de Prevenção dos Riscos Ambientais – PPRA)”. A consultora lembra ainda da importância de se escolher a luva adequada para o trabalho. “As luvas devem ser compatíveis com a natureza das tarefas, com as condições ambientais e o tamanho das mãos dos trabalhadores. Substituídas, quando necessário, a fim de evitar o comprometimento de sua eficácia”.

Outro ponto importante sobre o uso de luvas de proteção nas empresas de abate e processamento de carnes e derivados é que desde 2015 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está exigindo luvas sem composição de látex (borracha natural). A consultora Jenifer explica o motivo desta exigência da agência reguladora. “A Anvisa está exigindo luvas sem composição de látex e em nem um outro equipamento no processo poderá ter o látex em sua composição devido a pessoas com alergia a proteína do látex. E se houver manipulação de alimentos com luvas de borracha natural, deverá conter essa informação na embalagem de forma legível ao consumidor”.

Neste tipo de atividade os colaboradores estão expostos aos riscos físicos, ergonômicos e mecânicos, ou seja, corte, frio, umidade, exigência de postura inadequada, controle rígido de produtividade, imposição de ritmos excessivos. A consultora Jenifer esclarece sobre quais tipos de luvas de proteção são indicadas dentro deste segmento. “Normalmente são utilizadas luvas de látex natural (borracha) sem forro interno, mas após as exigências da Anvisa estão sendo usadas mais as luvas nitrílicas também sem forro”.