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Atualização resistência química: EN 374-1:2016

  • 04/01/2018
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A EN 374:2016, norma europeia para luvas de proteção para riscos químicos, passou por alterações. A norma teve mudanças significativas e teve duas atualizações bem próximas recentemente. Antigamente a MT 11 regulamentava ensaios químicos e esta passou a se chamar EN 374 que logo em seguida foi atualizada para EN 374:2016. O analista de qualidade e normatização da Yeling, Guilherme Pereira, explica sobre estas mudanças. “Da MT 11 pra EN 374 são diferenças consideráveis. A MT 11 era uma norma mais simples para ensaio químico e não tinha muita exigência em relação ao EPI. Já a EN 374 exige um desempenho bem mais alto. O desempenho é medido pelo ensaio de permeação, ou seja, o quanto aquele produto demora para permear na luva. Da MT 11 pra EN 374 fica muito vago pra se fazer um comparativo, a MT 11 é muito antiga e nem tem como fazer uma comparação entre elas”.

Atualmente a norma em vigor é a EN 374-1:2016. Segundo o analista Guilherme Pereira após o lançamento da EN 374:2016 cerca de quatro meses depois foi feita uma nova atualização, porém foi uma questão de modificações apenas no pictograma (Tabela 1). “Da 374:2016 que foi lançada, a tabela de produtos químicos era do A ao L, então quatro meses depois foram colocados os demais produtos que vão do M ao T. Os produtos químicos da cor azul são os que entraram, são seis novos produtos”, esclarece.

 

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Tabela 1 –  letras que representam os produtos químicos da norma

 

Através da proteção atingida contra os produtos químicos da tabela citada, a luva se enquadrará em:

– Tipo A – aprovada em nível 2 (30 minutos) em no mínimo seis produtos químicos;

– Tipo B – aprovada em nível 2 (30 minutos) em no mínimo três produtos químicos;

– Tipo C – aprovada em nível 1 (10 minutos) em no mínimo um dos produtos químicos.

 

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Pictogramas conforme o tipo da luva: EN 374-1:2016

 

Outros produtos, além dos apresentados na lista podem ser testados e trazidos nas informações fornecidas pelo fabricante. O analista também explica que esta classificação por tipos das luvas exclui a alta e baixa resistência química. “A versão 2016 da norma, não exige os ensaios mecânicos da EN 388 para as luvas químicas, se tornando então a proteção mecânica uma característica opcional neste tipo de luva”, pontua Guilherme.

 

O teste

O teste inicial para começar a ensaiar na EN 374-1:2016 é o ensaio de permeação de água e ar. É como se fosse um pré-requisito pra conseguir ensaiar nesta norma. “O ensaio de permeação de água nada mais é do que pegar a luva e encher de água, fechar a luva e segurar durante 1 minuto e a luva não pode vazar. Já com o ar, se enche a luva de ar, fecha, e coloca a luva em uma piscina com água. Se sair qualquer tipo de bolha a luva está reprovada. E aí a luva não vai pra frente, se reprovar em algum destes testes, a luva não vai pro ensaio químico”, destaca o analista Guilherme Pereira.

Para o ensaio químico a luva fica mergulhada numa água e o produto fica passando medindo a resistência através de ondas eletromagnéticas. Para ser Tipo C, por exemplo, a luva precisa ficar exposta durante 10 minutos e um produto químico.

Existem três formas de ter um pictograma de resistência química na luva. O Tipo C seria o mais simples. “O Tipo C foi colocado porque na EN 374 anterior quando tinha algum produto que apresentasse uma permeação fora do tempo, existia um pictograma que tinha um ponto de interrogação escrito baixa resistência química. Pro mercado aquilo não tinha uma boa impressão, então foi retirado este pictograma de baixa resistência química e colocaram o do Tipo C”, afirma o analista. É importante destacar que pode-se ensaiar em quantos produtos quiser, porém se não atingir 30 minutos, a luva continuará no Tipo C.

Há também um ensaio de degradação que entrou na norma, a EN 374-4. Nesta norma, se mede quanto tempo a luva demora para se degradar exposta ao produto químico, e isto é medido em percentual. Faz-se uma relação entre o tempo que durou e não durou a exposição àquele produto.

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